Obrigada, capitão!

LEO MOURA

4 de março. Chegou o dia da despedida de Léo Moura no Flamengo. Depois de 10 anos, 519 jogos, 47 gols e 13 títulos, o camisa 2 entrou em campo pela última vez com o manto sagrado nesta quarta-feira, em jogo amistoso com o Nacional, do Uruguai, no Maracanã. E a despedida foi mais emocionante do que o jogador, que está de partida para os Estados Unidos, esperava. Além de ser ovacionado pela torcida, recebeu antes do jogo a placa que o homenageava das mãos de Zico, ídolo não só da Nação Rubro-Negra como do próprio Léo Moura. E, sob os olhos de 30 mil apaixonados, o lateral deu adeus (ou poderia ser um até logo?) com uma bonita vitória por 2 a 0.

 

A Última do Moicano teve uma festa digna para tudo o que Léo Moura representou , e representa, para a torcida rubro-negra, que foi em bom número ao estádio Mário Filho prestigiar o ídolo e mostrar ao lateral que o carinho é recíproco. Teve cantos, ola e muita euforia todas as vezes em que Leonardo Moura pegava na bola.

 

A exibição não foi de gala, mas o Flamengo foi bem na partida. O Nacional pouco fez e Paulo Victor viu o duelo de um lugar privilegiado: de dentro de campo. O primeiro tempo acabou terminando com a vantagem do rubro-negro por 1 a 0. O gol, marcado por Eduardo da Silva, teve a participação do homenageado da noite. Léo Moura deu belo passe para o atacante, que balançou as redes aos 19’.

 

A etapa final reservava ainda mais emoção ao lateral. Ao ser substituído por Pará, Léo Moura passou a braçadeira de capitão a Wallace, dando fim a uma era vitoriosa com a camisa do time carioca. Antes de deixar o campo aplaudido, e chorando muito, viu Matheus Sávio ampliar a vantagem em chute forte após bola na trave de Luiz Antônio.

 

Ao som de “Fica Capitão!”, Leonardo Moura deixa o Flamengo com a certeza de dever cumprido, de ter dado o seu melhor com a camisa rubro-negra e de que entrou para o hall de ídolos da Nação.

Obrigada, Capitão!


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