Na estreia da Copa BR, Fla leva gol no final e não elimina jogo de volta

ALECSANDRO

 

Era a estreia do Flamengo na Copa do Brasil de 2015. Apesar de ser um duelo sem muita tradição, o confronto com o Brasil de Pelotas não trazia boas recordações ao rubro-negro. No último encontro com os gaúchos, há 30 anos, o Flamengo com Zico e Cia. foi derrotado. Aliás, em quatro confrontos o Flamengo só havia vencido um. Mas o time de Luxemburgo queria mudar essa história, e esta quarta-feira, no Bento Freitas, seria uma boa oportunidade. A data era especial para pelo menos dois jogadores rubro-negros: Eduardo da Silva, aniversariante do dia, e Paulo Victor, completando 100 jogos com a camisa do Flamengo. Mesmo sem uma grande atuação, a equipe carioca por pouco não eliminou o jogo de volta no Rio de Janeiro. O rubro-negro vencia por 2 a 0, mas nos acréscimos acabou levando o gol e com o placar de 2 a 1 não garantiu a classificação direta para a próxima fase da competição. Com isso, no próximo dia 18 recebe o Brasil, no Maracanã. Antes, porém, volta ao Campeonato Carioca. Neste domingo tem um confronto com o Botafogo, às 16h, que vale a liderança da competição.

Sem Everton, machucado, o Flamengo sabia que teria um duelo difícil com o Brasil de Pelotas. Por isso, Luxemburgo optou por um time mais marcador e escalou três volantes. Até o time se encontrar, e “esquentar” no jogo, sofreu uma pressão dos donos da casa, que inflamado pela torcida, não deixava o rubro-negro sair do campo de defesa.

Apesar da pressão inicial, quem teve a primeira chance da partida foram os cariocas. No primeiro ataque, Marcelo Cirino foi a linha de fundo e cruzou. Por pouco Alecsandro não definiu. A defesa gaúcha afastou o perigo. Seis minutos depois foi a vez do Brasil assustar. Paulo Victor, que parecia nervoso, saiu mal do gol e “bateu roupa”. Para sorte dos flamenguistas, o goleiro se redimiu e fez a defesa.

Aos poucos o rubro-negro conseguiu equilibrar o jogo e segurar o ímpeto do time gaúcho. O gol veio aos 30’ e contou com a contribuição do adversário. Canteros fez um belo lançamento, a defesa do Pelotas não se entendeu e Alecsandro dessa vez não desperdiçou.

O gol esfriou o Brasil de Pelotas, que até teve uma boa chance no final da etapa, mas viu o Flamengo administrar a vantagem e ainda assustar em alguns momentos.

A postura do Flamengo no segundo tempo foi a mesma do primeiro. Apesar de não fazer uma apresentação excepcional, o time valorizava a posse de bola, sem recuar e chamar o adversário para o seu campo de defesa. Seguia indo para o ataque e dando trabalho a defesa gaúcha. Aos 3’, quase o segundo. Cirino avançou e cruzou bem para Alecsandro quase marcar.

Aos 19’, Luxemburgo promoveu a estreia de Jonas, recentemente contratado. O jogador, que chegou para “brigar” pela vaga com Cáceres, nos primeiros minutos em campo fez dois bons desarmes.

Porém, o segundo gol veio de um jogador que na última partida sentiu o peso de substituir um ídolo. Aos 29’, Arthur Maia cobrou a falta e a bola sobrou para Pará, que havia sido vaiado no duelo com o Madureira, pelo Carioca. O lateral acertou um belo chute de fora da área, no canto esquerdo do goleiro Eduardo Martini.

Sendo eliminado sem ter a chance de disputar o jogo de volta, o Brasil de Pelotas foi para cima. Paulo Victor conseguiu fazer grande defesa em chute de Washington. Mas, no final do jogo, em cobrança de escanteio, Nena diminuiu. O gol leva a equipe gaúcha ao jogo de volta no Rio de Janeiro.


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